Laporta desabafa após lesão de Raphinha: “Vergonha e irritante, Fifa deve rever calendário de jogos”

A recente lesão do jogador brasileiro Raphinha durante um amistoso entre Brasil e França no dia 26 de março trouxe à tona a indignação do presidente do Barcelona, Joan Laporta. O atleta sofreu um problema muscular no bíceps femoral da coxa direita e está previsto para ficar longe dos gramados por aproximadamente cinco semanas. Essa situação gerou uma série de críticas em relação ao calendário imposto pela FIFA, especialmente em jogos que, teoricamente, não deveriam ter tanta relevância a ponto de comprometer a saúde dos atletas.

Laporta expressou seu desagrado em declarações ao portal francês Mon Sport, classificando a lesão como uma “vergonha”. Ele destacou que a FIFA deveria reconsiderar sua agenda, uma vez que os jogadores estão inseridos em clubes que disputam competições de alto nível. “É um jogo amistoso e um dos nossos melhores jogadores se machuca. Claro que é chato”, lamentou o presidente.

A crítica se estende ao calendário repleto de jogos, que coloca uma pressão imensa sobre os jogadores. “Não podemos culpar os atletas. Eles são profissionais dedicados e se entregam ao máximo por suas seleções. O verdadeiro problema é a agenda cheia, especialmente nesta fase da temporada, quando todos estão lutando pelo que há de mais importante”, argumentou Laporta.

Do ponto de vista esportivo, a ausência de Raphinha será um impacto significativo para o Barcelona. De acordo com os médicos, ele deverá voltar a treinar apenas no início de maio, o que significa que o jogador se perderá as partidas das quartas de final da UEFA Champions League contra o Atlético de Madrid, nos dias 8 e 14 de abril. Além disso, o clube catalão, que atualmente lidera a La Liga com 73 pontos, também não poderá contar com ele em pelo menos quatro jogos do Campeonato Espanhol.

Apesar do cenário complicado, há uma expectativa otimista em relação à recuperação de Raphinha. A previsão é de que ele possa estar apto a jogar nos amistosos da seleção brasileira, programados para 31 de maio contra o Panamá e 6 de junho contra o Egito, antes do início da Copa do Mundo. A situação ressalta a importância do bem-estar dos atletas em meio a um calendário cada vez mais exigente.

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