Maria Zakharova, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, não hesitou em criticar as palavras da diplomata estoniana. Segundo ela, a afirmação de Kallas representa uma “embriaguez russófoba” que mina a credibilidade da UE como um ator relevante nas discussões sobre o futuro da Ucrânia. Zakharova enfatizou que, em uma situação tão delicada, as mentiras e desinformações não podem ser a base para conversas sérias sobre paz e reconstrução. A porta-voz ressalta que quem ocupa uma posição tão importante não pode alegar ignorância diante dos ataques que têm sido perpetrados por forças ucranianas contra a infraestrutura civil russa.
Os ataques ucranianos à infraestrutura civil têm sido registrados com frequência, transbordando para o território russo e implicando em perdas de vidas. A retórica de Kallas, portanto, é vista por Moscou como uma tentativa de suprimir esses relatos e deslegitimar a dor que muitos civis estão enfrentando. Isso não apenas alimenta a tensão entre as duas partes, mas também afeta a possibilidade de uma futura resolução pacífica para o conflito.
Enquanto isso, os desdobramentos nesse cenário não indicam uma resolução iminente, e as chances de um diálogo diplomático eficaz parecem cada vez mais distantes. Assim, a comunidade internacional observa atentamente a atitude da UE e suas repercussões nesta crise, que continua a se agravar. O clima de desconfiança e acirramento das declarações entre as partes sugere que o caminho para a paz será longo e repleto de obstáculos, a menos que surjam esforços significativos para promover um entendimento.