Kim Jong-un é reeleito para terceiro mandato; possíveis sucessores incluem irmã e filha, enquanto suas relações com China e Rússia se fortalecem.

No último dia 22 de março de 2026, em Pyongyang, Kim Jong-un foi reeleito como presidente do Conselho de Estado da República Popular Democrática da Coreia, desempenho que marca seu terceiro mandato à frente do país. Essa reeleição ocorreu durante a primeira sessão da Assembleia Popular Suprema da 15ª convocação, uma oportunidade para solidificar seu poder e reafirmar sua posição como líder supremo da nação.

Kim Jong-un assumiu o comando da Coreia do Norte em 2011, após a morte de seu pai, Kim Jong-il. Desde então, ele adotou uma postura firme em relação a diversas questões políticas e sociais, herança que lhe foi passada pela figura paterna. Sua trajetória no poder teve início com a proclamada liderança suprema, função que também envolve a presidência do Partido Trabalhista e comandância das forças armadas.

Em termos de evolução política, Kim Jong-un já havia sido eleito presidente do Conselho de Estado em junho de 2016 e reeleito em abril de 2019. A confirmação de sua liderança em 2026 reiterou não apenas seu controle exemplar, mas também uma continuidade nas políticas de isolamento e militarização da Coreia do Norte.

Entre as discussões sobre o futuro do regime, especula-se sobre quem pode sucedê-lo. Possíveis sucessores incluem sua irmã, Kim Yo-jong, que é frequentemente vista como sua braço direito, e sua filha, Kim Ju-ae, que tem aparecido em eventos públicos com seu pai, o que gera análises sobre uma possível dinastia familiar em perpetuação.

Além do cenário interno, Kim Jong-un tem estratégias diplomáticas em curso que se estendem a potências como Rússia e China. Seu relacionamento com o presidente russo Vladimir Putin se intensificou nos últimos anos, com quatro encontros programados desde 2019, abordando temas como cooperação técnico-militar. Da mesma forma, laços com a China, seu principal aliado econômico, foram reforçados em múltiplas reuniões, incluindo um encontro sigiloso em 2018.

Por outro lado, as interações do líder norte-coreano com líderes ocidentais, como Donald Trump, marcaram um período atípico, com três cúpulas em 2018 e 2019. Essas reuniões visavam principalmente discutir a desnuclearização da península coreana, embora os avanços tenham sido limitados.

A reeleição de Kim Jong-un e as possíveis considerações sobre sua sucessão indicam um panorama global embasado em incertezas, mas revelam um líder que continua a usar todas as ferramentas disponíveis para manter sua posição e influência no cenário internacional.

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