O ex-prefeito ultraconservador de Lima, Rafael López Aliaga, é um dos concorrentes mais próximos, com 12,5% dos votos, enquanto Jorge Nieto, um candidato de centro-esquerda, aparece em terceiro, com 11,6%. Na sequência, o deputado de esquerda Roberto Sánchez contabiliza 10,8%. A disputa pelo segundo lugar está acirrada, e todos os candidatos estão lutando pelo apoio dos eleitores.
Um fator dificultador nesta eleição tem sido a logística. Problemas na distribuição de material eleitoral forçaram as autoridades a estender o período de votação até o dia seguinte, atingindo muitas pessoas em Lima, a capital do país. Essa medida, inédita na história peruana, afetou mais de 50 mil eleitores.
Conforme as apurações avançavam, surgiram preocupações sobre a integridade do processo eleitoral. López Aliaga solicitou que todo o processo fosse anulado, enquanto Sánchez expressou suas dúvidas durante uma coletiva de imprensa. No entanto, até o momento, nenhum desses candidatos apresentou provas concretas para embasar suas alegações.
Protestos começaram a ser vistos em frente à sede do órgão eleitoral em Lima, com cidadãos clamando por novas eleições, evidenciando a insatisfação popular em relação ao processo. A chefe da missão de observação eleitoral da União Europeia, Annalisa Corrado, classificou as eleições peruanas como as mais complexas da história do país, destacando problemas sérios, mas assegurando que não houve irregularidades reconhecíveis.
À medida que a tensão política aumenta, a situação permanece volátil. Com a população atenta e os candidatos disputando fervorosamente os últimos votos, o cenário eleitoral no Peru continua a se desenvolver com expectativas e controvérsias.
