O contexto desta vitória é particularmente interessante, pois marca uma inversão em relação às eleições de 2021, onde Fujimori havia sido derrotada por aproximadamente 44.200 votos por Pedro Castillo, ex-presidente atualmente preso após tentativas de dissolução do Congresso. Por sua vez, Roberto Sánchez, que se apresenta como herdeiro político de Castillo, já se manifestou contrariamente à legitimidade da eleição de Fujimori, alegando sem apresentar evidências, que a disputa foi marcada por fraudes.
Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, recebeu um apoio significativo de peruanos que residem no exterior, o que foi crucial para sua vitória. Com 51 anos, assumirá formalmente a presidência no dia 28 de julho, sucedendo José Balcázar, que ocupou a liderança interina após uma onda de renúncias e destituições presidenciais ligadas a escândalos de corrupção.
Vale ressaltar que, ao se tornar a primeira mulher a ser eleita presidentemente no Peru por meio de um processo democrático, Keiko Fujimori também se torna a nona chefe de Estado do país desde 2016. Sua vitória foi amplamente celebrada por líderes conservadores da América Latina, como os presidentes Javier Milei, do Argentina; José Antonio Kast, do Chile; e Nayib Bukele, de El Salvador. Estados Unidos, representado pelo secretário de Estado Marco Rubio, também expressou entusiasmo com a vitória de Fujimori, destacando a intenção de otimizar relações nas áreas de segurança, investimento e comércio.
A nova presidente enfrentará um desafio substantivo em sua gestão, marcado por um cenário de polarização política e desconfiança generalizada no sistema eleitoral. Com um panorama político conturbado, as próximas etapas da administração Fujimori prometem ser igualmente intensas, com olhos do mundo voltados para o novo governo no Peru.
