Sánchez, por sua vez, já se manifestou contra os resultados, em uma coletiva de imprensa realizada na terça-feira, onde lançou sérias acusações sobre possíveis fraudes perpetradas pelas autoridades eleitorais. O candidato de esquerda chamou seus apoiadores a erguerem uma “resistência patriótica” e os convocou a se mobilizarem nas ruas, acusando que as contagens dos votos no exterior foram manipuladas, em detrimento de sua candidatura.
O resultado até o momento, que aponta para uma vitória de Fujimori, contou com um significativo apoio da candidata fora do país. O que chama a atenção é que, dos mais de 1,2 milhão de peruanos habilitados a votar em consulados espalhados pelo mundo, apenas cerca de 300 mil compareceram às urnas, o que evidência um potencial ainda maior de votos que poderiam ter sido direcionados a ela. Fujimori, numa estratégia clara, conseguiu conquistar uma expressiva maioria entre esses votantes, recebendo mais de 63,2% dos votos, o que ultrapassa a marca de 190 mil votos.
A forte mobilização no exterior é vista como um diferencial na campanha de Fujimori, que é filha do ex-presidente Alberto Fujimori, que governou o país entre 1990 e 2000. A expectativa agora gira em torno da oficialização dos resultados e da reação de Sánchez e seus apoiadores, uma vez que o clima eleitoral se torna cada vez mais acirrado. O cenário atual sugere que a aceitação dos resultados será um desafio, impactando a política peruana nos próximos dias.





