Entre os presentes estavam figuras proeminentes, como a presidente cessante do TSE, Cármen Lúcia; o presidente Luiz Inácio Lula da Silva; o presidente do Senado, Davi Alcolumbre; o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta; o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Destacou-se ainda a presença de representantes de partidos de diferentes orientações, como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente do PT, Edinho Silva.
A solenidade foi marcada por um simbolismo significativo quando Cármen Lúcia acompanhou Nunes Marques até a tribuna, onde ele fez uma promessa de compromisso com suas novas atribuições antes de proceder com a leitura e assinatura do termo de posse. Nunes Marques foi escolhido para o cargo em 14 de abril, sucedendo a ministra Cármen Lúcia, e logo após sua posse, o ministro André Mendonça assumiu o cargo de vice-presidente do TSE.
Durante os discursos, Antônio Carlos Ferreira, ministro do TSE, enfatizou a relevância de assegurar que a vontade popular se expresse sem restrições, ressaltando a necessidade de vigilância e serenidade por parte da Justiça. Ele enalteceu o caráter conciliador de Nunes Marques e chamou atenção para os riscos da infiltração de organizações criminosas na política, reiterando que a Justiça Eleitoral deve manter a integridade do processo democrático.
Por sua vez, o novo presidente do TSE, em seu pronunciamento, ressaltou que a principal missão de qualquer governo é atender ao bem-estar do povo e comprometeu-se a garantir eleições limpas e transparentes, mantendo o respeito à liberdade de expressão. Nunes Marques também abordou a questão dos avanços tecnológicos, especialmente no que diz respeito à inteligência artificial. Ele alertou para os desafios e oportunidades representados por tais inovações, afirmando que a Corte estará atenta à sua implementação, reconhecendo os benefícios, mas também a necessidade de vigilância contra usos inadequados.
Natural de Teresina (PI) e com 53 anos, Nunes Marques faz parte do STF desde 2020, após a aposentadoria do ministro Celso de Mello. Antes de ser nomeado, atuou como desembargador no Tribunal Regional Federal da 1ª Região e no Tribunal Regional Eleitoral do Piauí, além de ter trabalhado na advocacia por aproximadamente 15 anos. O vice-presidente, André Mendonça, também de 53 anos, ingressou no STF em dezembro de 2021 e teve uma carreira destacada, servindo como ministro da Justiça e Segurança Pública, bem como em posições de relevância na Advocacia-Geral da União. A nova gestão do TSE certamente enfrenta desafios significativos e será observada de perto por seus efeitos no cenário político e eleitoral brasileiro.





