Essa movimentação busca consolidar uma proposta sólida do PSD, evitando a pressão para uma aliança com o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do partido Novo, que já sinalizou interesse em uma composição no primeiro turno da eleição. Kassab reconheceu a relevância das recentes manifestações de apoio recebidas de membros influentes do partido, como o ex-senador Jorge Bornhausen e o ex-deputado Heráclito Fortes, destacando a experiência e a neutralidade desses políticos como fatores importantes nas decisões a serem tomadas.
O presidente do PSD indicou que estaria disposto a integrar a chapa de Caiado, enfatizando, no entanto, que qualquer decisão final deve ser tomada pelo candidato e pelas instâncias do partido. “A palavra final deve ser do nosso candidato, após ouvir todas as instâncias partidárias”, afirmou Kassab em suas redes sociais.
As discussões sobre uma chapa puramente pessedista começaram em abril, e Kassab já era considerado um dos principais nomes para a vice-presidência, sob a perspectiva de aumentar o peso político e institucional da candidatura de Caiado. O debate interno se intensificou especialmente após uma reunião entre Caiado e Zema, onde ambos levantaram a possibilidade de uma aliança eleitoral. Porém, essa hipótese gerou desconforto entre os dirigentes do PSD, que passaram a ver Kassab como uma alternativa de resposta.
Kassab tem reiterado que qualquer decisão em relação à chapa só será tomada em junho, mantendo em aberto tanto a possibilidade de aliança com Zema quanto a construção de uma candidatura exclusivamente do PSD. Essa incerteza ocorre em um cenário eleitoral volátil, com pesquisas mostrando Luiz Inácio Lula da Silva liderando com 40% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro com 31%. Enquanto isso, Caiado e Zema aparecem com 4% e 3%, respectivamente, em simulações para o primeiro turno. A estrutura da política brasileira para as próximas eleições está, portanto, longe de ser definida, com expectativa de novas movimentações nos próximos meses.





