A proibição de Kanye West, que havia solicitado uma Autorização Eletrônica de Viagem (ETA) para ingressar no país, foi negada pelas autoridades com a justificativa de que sua presença não seria benéfica ao bem público. A decisão se deu em um contexto de crescente repercussão negativa em torno das atitudes e pronunciamentos do artista, que se tornou alvo de críticas intensas por suas declarações polêmicas, incluindo comentários que têm sido interpretados como antissemitas e racistas.
Os organizadores do festival garantiram que todos os portadores de ingressos receberão um reembolso integral. Nos últimos dias, a escolha de Kanye como headliner tinha gerado forte controvérsia, com protestos tanto nas redes sociais quanto entre ativistas de direitos humanos, que apontavam para o histórico de declarações do rapper, como o lançamento de uma música controversa chamada “Heil Hitler” e a comercialização de camisetas que exibiam símbolos nazistas.
Kanye West tem um histórico recente de polêmicas, tendo feito comentários que incitaram reações de empresas, grupos e figuras públicas. Suas declarações sobre a comunidade negra e a escravidão, onde ele disse que os 400 anos de sofrimento teriam sido “como uma escolha”, também provocaram indignação. Apesar da pressão, o rapper chegou a pedir desculpas e manifestou interesse em dialogar com integrantes da comunidade judaica no Reino Unido, mas isso não foi suficiente para reverter a decisão das autoridades sobre sua entrada no país.
A medida do governo britânico reflete uma postura de intolerância a qualquer forma de discriminação e preconceito, o que, neste caso, culminou no cancelamento de um dos maiores eventos musicais do ano, afetando não apenas os fãs que esperavam ansiosamente pelo festival, mas também a indústria da música em geral.





