A questão central do processo gira em torno de supostas irregularidades que teriam beneficiado a candidatura de Seif. Entre as acusações levantadas, destaca-se o envolvimento do empresário Luciano Hang, fundador das lojas Havan, que, segundo os opositores, teria oferecido ao senador uma infraestrutura significativa para sua campanha. Isso incluiria a disponibilização de aeronaves da sua empresa para deslocamentos e realização de transmissões ao vivo nas redes sociais. O relacionamento pessoal entre Hang e Seif também foi mencionado como um fator que teria conferido uma vantagem indevida na disputa eleitoral.
Outra crítica abordada pelos partidos inclui o questionamento sobre um evento promovido pelo Sindicato de Indústrias de Calçados de São João Batista, onde a participação do senador estaria ligada a um suposto financiamento irregular. Além disso, foi apresentada a alegação de que Seif utilizou um helicóptero cedido pelo empresário Osni Cipriani para se deslocar a compromissos de campanha, o que também levantou suspeitas sobre a legalidade de suas atitudes.
Durante sua análise, o relator do caso, ministro Floriano, justificou seu voto, afirmando que as evidências apresentadas não eram suficientemente contundentes para caracterizar o abuso de poder e, por consequência, para justificar a cassação do mandato do senador. “Ausente prova robusta, deve-se privilegiar o sufrágio popular”, declarou o ministro, destacando a importância da vontade do eleitor.
Após o voto do relator, o julgamento foi suspenso e está agendado para ser retomado na próxima quinta-feira, 12 de outubro, quando outros seis ministros também emitir suas opiniões sobre a matéria. As partes envolvidas buscam não apenas justificar suas posições, mas também moldar o futuro do cenário político em Santa Catarina.







