O julgamento havia sido suspenso no dia 10 deste mês devido a um pedido de vista do ministro Nunes Marques, que é o próximo a se manifestar sobre o caso. O placar atual mostra dois votos favoráveis à condenação de Castro, faltando ainda cinco para a decisão final. A expectativa é alta, tanto no meio jurídico quanto entre os apoiadores e adversários do ex-governador.
O TSE analisa um recurso do Ministério Público Eleitoral (MPE) e da coligação do ex-deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ), que visa reverter a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ). Em maio de 2024, o TRE-RJ havia rejeitado a cassação do mandato de Castro e absolvido ele e outros envolvidos nas denúncias. As acusações giram em torno de supostas contratações irregulares na Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj) e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
O MPE sustenta que Castro obteve vantagens eleitorais por meio de contratações de servidores temporários sem a devida legalidade, além da descentralização de recursos voltados para projetos sociais, direcionando-os a entidades desvinculadas da administração pública. Os dados apresentaram uma quantidade alarmante de contratações, atingindo 27.665 pessoas e totalizando gastos de R$ 248 milhões.
Em defesa de Cláudio Castro, seu advogado, Fernando Neves, argumentou que o governador apenas sancionou uma lei da Assembleia Legislativa e um decreto para regulamentar a atuação da Ceperj, defendendo que ele não pode ser responsabilizado por possíveis irregularidades. O desenrolar deste caso pode ter impactos significativos não apenas na vida política do ex-governador, mas também nas futuras eleições do estado do Rio de Janeiro.






