A necessidade de nomear um novo juiz se deve à vaga aberta com a saída de Tiago Paiva dos Santos. Essa nomeação é vital para que o tribunal regional possa julgar processos de cassação de registro ou perda de diploma, como é o caso do senador Sergio Moro (União-PR), que é alvo de ações protocoladas pelo PT e pelo PL na Justiça Eleitoral.
Os partidos acusam Moro de abuso de poder econômico e excessivos gastos irregulares no período de pré-campanha em 2022, pedindo a cassação do seu mandato. O julgamento dessas ações havia sido marcado para o dia 8 de fevereiro, mas a definição das datas dos julgamentos será realizada somente após o quadro de sete juízes membros estar completo.
Segundo a legislação eleitoral, as decisões dos tribunais regionais sobre ações que possam resultar em cassação de registro ou perda de diploma só poderão ser tomadas com a presença de todos os seus membros. Com o quadro de juízes membros completo, será imediatamente designada data para julgamento dos processos que exijam julgamento por quórum completo. A nomeação do novo desembargador do TRE-PR é de extrema importância para que esses julgamentos de grande relevância ocorram conforme o previsto.
O caso envolvendo o senador Sergio Moro é delicado e complexo, com o Ministério Público Eleitoral (MPE) do Paraná defendendo a cassação do mandato por suposto uso excessivo de recursos financeiros antes da campanha eleitoral. As alegações apontam gastos de aproximadamente R$ 2 milhões em eventos de filiação e outras despesas. A defesa de Moro nega as irregularidades, alegando que as acusações têm motivações políticas.
Diante desse cenário, a nomeação do novo desembargador do TRE-PR é de grande importância para que o tribunal possa seguir com o processo de julgamento do caso de Sergio Moro e de outras ações relacionadas à cassação de registro ou perda de diploma. A decisão final caberá ao presidente Lula, que deverá nomear um dos indicados à lista tríplice para o cargo vago.
