A decisão do TSE foi alcançada por unanimidade entre os ministros, que consideraram que ambas as agremiações políticas atenderam a todos os critérios legais necessários para a formação desse bloco. A criação das federações partidárias, que permite que partidos de diferentes ideologias se unam para contester eleições em conjunto, foi regulamentada em 2021. Agora, os partidos que optam por esta estratégia devem atuar em colaboração durante um prazo mínimo de quatro anos, que corresponde ao período dos mandatos eletivos. Contudo, cada partido que compõe a federação mantém sua autonomia operacional e seus identificadores numéricos nas urnas eletrônicas, o que garante a sobrevivência das identidades individuais no cenário eleitoral.
A União Progressista se junta ao conjunto de federações já registradas na Justiça Eleitoral. Entre elas, estão a Federação Renovação Solidária, que aglutena Solidariedade e PRD, e a Federação Brasil da Esperança, composta porPT, PV e PCdoB. Além delas, constam a Federação PSDB Cidadania e a Federação PSOL Rede. A formação de federações, embora recente, reflete uma tendência no cenário político brasileiro de busca por alianças estratégicas que possam fortalecer as candidaturas e aumentar as chances de sucesso nas urnas.
Diante desse novo cenário, a União Progressista entra em um campo de disputas onde a coesão e a colaboração entre os partidos são essenciais não apenas para conquistar votos, mas também para enfrentar os desafios que surgem na contemporaneidade política. A expectativa agora se volta para como essa nova federação se posicionará em relação às demais candidaturas e quais propostas serão apresentadas aos eleitores nas próximas eleições.
