A Trump Media & Tecnology Group (TMTG), empresa responsável pela Truth Social, rede social criada por Trump, juntamente com a Rumble, uma plataforma de compartilhamento de vídeos, alegaram que as decisões de Moraes visam “censurar” as plataformas e suspender contas de usuários.
O CEO da Rumble, Chris Pavlovcki, foi enfático nas redes sociais ao afirmar que a empresa não cumprirá as supostas ordens ilegais de Moraes e que buscará resolver a questão nos tribunais. Este movimento das empresas de Trump foi rapidamente utilizado por aliados de Bolsonaro para atacar Moraes, que é o relator dos processos relacionados à tentativa de golpe de Estado no Brasil.
Em meio a essa polêmica, o especialista em Direito Internacional, Paulo Lugon, da Aliança Brazil Office, avaliou a ação como descabida e uma afronta à soberania brasileira. Lugon destacou o caráter político por trás dessa iniciativa e ressaltou que Moraes não pode ser processado por um outro país soberano.
A estratégia de buscar apoio internacional para deslegitimar as investigações em andamento no Brasil tem sido recorrente por parte dos aliados de Bolsonaro. Deputados brasileiros chegaram a viajar a Washington para denunciar supostas censuras nas redes sociais do país.
A atitude das empresas de tecnologia baseadas nos Estados Unidos não é inédita. Elon Musk, dono do X, já havia movido campanhas contra decisões do STF, levando ao bloqueio da plataforma no Brasil. A meta das empresas parece ser alinhar-se às políticas de Trump e resistir às regulamentações impostas por países, como revelado por Mark Zuckerberg, dono da Meta, em sua promessa de aliar-se ao governo dos Estados Unidos contra países que tentem regular o ambiente digital.
