Esse processo de retotalização consiste em recontar os votos para deputado estadual, excluindo os votos recebidos por Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj, que teve seu mandato cassado. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) já agendou uma cerimônia para a próxima terça-feira, dia 31, a fim de iniciar essa retotalização.
A desembargadora Suely Lopes Magalhães argumentou que, para que o novo presidente da Alerj possa ser escolhido, é fundamental que haja uma composição adequada do colégio eleitoral, permitindo assim a legitimidade do pleito. Ela mencionou que a mesa diretora da Alerj reconheceu, ainda que parcialmente, a decisão do TSE ao aceitar a vacância do cargo da presidência, mas não levou em conta a necessidade da retotalização dos votos.
Essa omissão, segundo a desembargadora, levanta preocupações não apenas em relação à escolha do novo presidente, mas também ao futuro ocupante do cargo de governador do estado. Há uma linha sucessória a ser respeitada que foi comprometida por essa prematura iniciativa eleitoral.
Desde que Thiago Pampolha renunciou ao cargo de vice-governador em maio de 2025, o estado do Rio não contava com um vice. Com a prisão de Rodrigo Bacellar em dezembro de 2025 e o subsequente afastamento por ordem do Supremo Tribunal Federal, a Alerj foi conduzida interinamente por Guilherme Delaroli, que não ocupa a linha sucessória fixa devido à sua posição.
Além disso, a renúncia de Cláudio Castro ao cargo de governador, que tinha o intuito de evitar uma possível inelegibilidade, gerou um vácuo ainda maior no Executivo Estadual. A decisão do TSE não só cassou o mandato de Castro, como o declarou inelegível até 2030, e também afetou Bacellar, reforçando a complexidade da situação política atual. Atualmente, a governança do estado está nas mãos do presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto de Castro, até que novas eleições sejam realizadas.
