A sessão contou com a participação dos desembargadores Luciano Carrasco Falavinha Souza, Claudia Cristina Cristofani, Guilherme Frederico Hernandes Denz, e Anderson Ricardo Fogaça, que manifestaram sua posição contrária à cassação de Moro. Por outro lado, os desembargadores José Rodrigo Sade e Julio Jacob Junior se posicionaram a favor da cassação.
Os advogados do PT e do PL anunciaram que pretendem recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), caso a decisão do TRE não seja favorável a seus interesses. Se eventualmente Moro for cassado pelo TSE, isso acarretará na convocação de novas eleições no Paraná para ocupar a vaga do senador, além de poder deixá-lo inelegível por oito anos.
O julgamento envolve questões complexas envolvendo a pré-candidatura de Moro à Presidência da República enquanto ainda pertencia ao partido Podemos. As acusações apontam para possíveis “desvantagens ilícitas” em favor de outros concorrentes ao cargo de senador, devido a investimentos financeiros consideráveis realizados enquanto Moro estava vinculado ao Podemos e em seguida se candidatou ao Senado pelo partido União Brasil.
O Ministério Público salientou gastos significativos, provenientes do Fundo Partidário, com eventos de filiação de Moro ao Podemos, produção de vídeos para promoção pessoal, e consultorias eleitorais. Tanto o PL quanto o PT reforçaram alegações de gastos irregulares, o primeiro apontando R$ 7 milhões e o segundo, R$ 21 milhões.
A defesa de Moro defende veementemente a manutenção de seu mandato, refutando as acusações de irregularidades na pré-campanha. Gustavo Guedes, advogado de Moro, argumenta que a pré-campanha do senador não foi decisiva para sua derrota nas eleições no Paraná, refutando as alegações das legendas adversárias.
