Em dezembro do ano passado, o Ministério Público Eleitoral (MPE) do Paraná defendeu a cassação do mandato do senador, alegando que houve uso excessivo de recursos financeiros durante o período que antecedeu a campanha eleitoral oficial em 2022. Entre as acusações contra Moro estão os altos investimentos financeiros realizados antes de sua candidatura ao Senado, como os gastos de cerca de R$ 2 milhões com eventos de filiação e contratação de serviços de produção de vídeos e consultorias.
O senador, que inicialmente estava filiado ao Podemos e promoveu atos de pré-candidatura à Presidência da República em 2021, passou a concorrer ao Senado em seguida. A defesa de Moro negou as irregularidades e ressaltou que as acusações têm motivação política, argumentando que os gastos de pré-campanha à Presidência não podem ser considerados na campanha para o Senado, devido às diferenças entre os cargos em termos de abrangência de votação.
Caso o mandato de Sergio Moro seja cassado pelo TRE, ainda caberá recurso ao Tribunal Superior Eleitoral em Brasília. Entretanto, se a condenação for mantida, novas eleições para o Senado deverão ser convocadas no Paraná. Durante todo o processo, a defesa do senador enfatizou sua inocência e alegou que as acusações são infundadas, enquanto os partidos políticos que movem a ação destacam a importância da fiscalização e cumprimento das normas eleitorais para garantir a lisura do processo democrático.
