Antes de sua realocação, Bolsonaro estava detido na Superintendência da Polícia Federal, onde passou um período em uma cela que, segundo alegações dos filhos do ex-presidente, oferecia condições insatisfatórias. As declarações da família evidenciam a preocupação com a dignidade do tratamento ao ex-chefe do Executivo, o que, segundo o ministro Moraes, não se justificava à luz das condições favoráveis que o ex-presidente desfrutava em comparação a outros detentos por crimes similares.
A cela onde Bolsonaro estava cumprindo sua pena na PF tinha dimensões de 12m², e incluía benefícios como ar-condicionado, geladeira, e cuidados médicos 24 horas. No entanto, o novo espaço na Papuda, com uma área total de 64,83 m², promete oferecer uma infraestrutura ainda mais ampla e adequada, que abrange banheiro, cozinha, lavanderia e quarto. Este novo ambiente permitirá ao ex-presidente ter acesso a cinco refeições diárias, além de um espaço para ginástica com equipamentos como esteira e bicicleta, e áreas específicas para visitas que garantem a privacidade e conforto dos encontros.
Apesar de algumas vozes críticas que tentam classificar as acomodações como excessivamente favoráveis, Moraes salientou que as condições de detenção, embora melhores, não devem ser confundidas com um “hotel ou uma colônia de férias”. A decisão inclui a previsão de uma perícia médica que avaliará a situação de Bolsonaro, podendo influenciar futuros pedidos de prisão domiciliar.
Ademais, o espaço na Papuda oferece a oportunidade de visitas familiares, com acesso permitido para sua esposa e filhos, durante um período total de três horas. Essa nova fase de detenção, embora interinamente melhor em aspectos de conforto, servirá como um lembrete da gravidade dos crimes pelos quais Bolsonaro foi condenado e a continuidade do cumprimento de sua pena.
