Com a saída de Toffoli, Fachin terá a responsabilidade de redistribuir o caso a um novo magistrado, uma vez que a Corte considera fundamental garantir a integridade do processo. Em uma nota oficial, os ministros manifestaram apoio a Toffoli, enfatizando que não existem indícios que possam levar a um questionamento sobre sua imparcialidade. Eles destacaram que Toffoli atendeu todos os pedidos formulados pelas autoridades competentes, como a PF e a Procuradoria Geral da República, garantindo, assim, a sua dignidade e a transparência de sua atuação.
Durante a reunião, que se estendeu por aproximadamente três horas, os ministros foram informados sobre o conteúdo do relatório da PF, o qual continha referências a Toffoli que surgiram a partir de uma apreensão de celular. A defesa do ministro também teve a oportunidade de apresentar seus argumentos, solicitando que ele permanecesse à frente do caso. No entanto, cercado por pressões públicas e a polêmica que cercava sua posição, Toffoli optou por abdicar da relatoria.
A crítica em torno da permanência de Toffoli na relatoria cresceu após revelações de que a PF teria encontrado irregularidades em um fundo de investimento associado ao Banco Master. Esse fundo tinha participação em um resort em Paraná, do qual Toffoli é um dos sócios. Para minimizar os impactos da situação, ele se antecipou e publicou uma declaração afirmando que não recebeu qualquer quantia de Vorcaro.
Com a redistribuição do caso, o STF espera que novos desdobramentos possam ocorrer sem a sombra da suspeição sobre a condução do processo. A decisão de Toffoli é interpretada como uma tentativa de preservar a credibilidade da instituição e de sua própria trajetória no Judiciário, reafirmando seu compromisso com a justiça e a transparência.
