A decisão do ministro foi impulsionada pelo pedido do Banco Central, que buscava acesso ao depoimento de Ailton de Aquino Santos, atual diretor de Fiscalização da referida autarquia, também ouvido no processo. A abertura do conteúdo das oitivas promete trazer maior transparência ao andamento das investigações, especialmente em um caso que envolve figuras importantes do sistema financeiro e político do país.
Em uma movimentação anterior, no final de dezembro de 2022, Toffoli havia decidido que a investigação relacionada ao Banco Master deveria ser conduzida pelo STF, e não pela Justiça Federal em Brasília, devido à menção de um deputado federal nos desdobramentos do caso. Essa decisão pode ser interpretada como um reflexo da complexidade e da gravidade das acusações, uma vez que parlamentares gozam de foro privilegiado na Corte.
Além do banqueiro Daniel Vorcaro, estão sendo investigados outros nomes de destaque, como os ex-diretores Luiz Antonio Bull, Alberto Feliz de Oliveira e Angelo Antonio Ribeiro da Silva, bem como Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do banco. A Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF em novembro de 2025, visou desvendar a concessão de créditos falsos pelo Banco Master, incluindo tentativas de aquisição por parte do BRB, um banco público vinculado ao governo do Distrito Federal. As investigações indicam que as fraudes podem alcançar montantes imensos, estimados em até R$ 17 bilhões, envolvendo um esquema que pode ter prejudicado tanto investidores quanto o sistema financeiro nacional.
Com essa nova fase das investigações em curso e o sigilo das oitivas eliminado, a expectativa é que novos detalhes venham à tona, permitindo uma análise mais aprofundada dos possíveis impactos sobre o sistema bancário e a necessidade de regulação mais rigorosa para prevenir fraudes semelhantes no futuro.






