A decisão de Toffoli foi motivada pelo pedido do Banco Central, que buscava acesso ao depoimento de Ailton de Aquino Santos, diretor de Fiscalização da instituição. O interesse do Banco Central reflete a gravidade das alegações que envolvem a operação bancária e as potenciais irregularidades que podem ter impactado o sistema financeiro nacional.
É importante ressaltar que, em dezembro do ano passado, Toffoli já havia decidido que a investigação sobre o Banco Master deveria transcorrer no contexto do STF, em vez de na Justiça Federal de Brasília. Essa escolha se deveu à menção de um deputado federal nas apurações, o que confere a ele o foro privilegiado de ser julgado pela Corte Suprema.
No mês anterior, em novembro de 2025, Daniel Vorcaro e outros indivíduos relacionados ao caso foram alvo da Operação Compliance Zero, uma ação desencadeada pela Polícia Federal para averiguar a concessão de créditos falsos pelo Banco Master. Um dos focos da investigação é a tentativa de aquisição da instituição financeira pelo BRB, uma entidade pública vinculada ao governo do Distrito Federal. As estimativas indicam que as fraudes podem ter comprometido até R$ 17 bilhões, um valor alarmante que ressalta a magnitude do problema em questão.
Entre os investigados, estão também figuras notórias como os ex-diretores Luiz Antonio Bull, Alberto Feliz de Oliveira e Angelo Antonio Ribeiro da Silva, bem como Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master. A revelação dos depoimentos e a continuidade das investigações podem trazer à tona mais detalhes sobre as operações ilícitas envolvidas, aumentando a pressão por responsabilidades e reparações no sistema financeiro. À medida que o caso avança, a sociedade aguarda respostas que possam esclarecer a extensão das fraudes e criar medidas preventivas para evitar a repetição de tais situações no futuro.
