Com vigor, Toffoli expressou sua preocupação com o caráter antidemocrático do relatório que, segundo ele, carece de fundamentação jurídica e factual. “Esse documento visa unicamente a obtenção de votos, o que demonstra uma operação de cunho político e não jurídico”, afirmou. O ministro ainda destacou a necessidade de um posicionamento firme da Justiça Eleitoral contra qualquer abuso que possa comprometer a integridade do processo eleitoral, mencionando que atos como esse podem levar à inelegibilidade dos envolvidos.
No cerne da questão, Toffoli se referiu ao relatório como uma tentativa de obter “um voto corrupto”, enfatizando que tal abordagem não merece a dignidade de ser considerada no âmbito da elegibilidade. Ele se manifestou em defesa da virtude democrática e da honra do sistema de justiça, reiterando que práticas de abusos têm efeitos corrosivos sobre a democracia.
O relatório, apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), sugere não apenas o indiciamento de Toffoli, mas também dos ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, em função de supostas implicações no Caso Master. Tal caso envolve investigações sobre fraudes que, segundo a Polícia Federal, teriam ramificações que tocam direitamente o ministro, já que ele é um dos sócios do resort Tayayá, no Paraná, adquirido por um fundo de investimentos vinculado ao caso.
Toffoli, que recentemente se declarou suspeito em relação ao caso, destacou a gravidade das ligações que surgiram nas investigações, que incluem menções ao seu nome em mensagens de celulares apreendidos durante operações da PF. Ele frisou que o clima político atual exige uma reflexão crítica sobre a integridade do sistema e a proteção das instituições democráticas.






