Em abril, o julgamento foi interrompido devido a um pedido de vista do ministro Flávio Dino, o que deixou em suspense a decisão final sobre a realização de eleições diretas ou indiretas para o comando interino do estado. O caso envolve a ação proposta pelo diretório estadual do PSD, que defende que a escolha do próximo governador deve ser feita através de eleições populares, e não por meio dos deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), como determinado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A situação se complicou ainda mais com a condenação à inelegibilidade do ex-governador Claudio Castro pelo TSE, o que levou à determinação de eleições indiretas para o mandato-tampão. Porém, o PSD recorreu ao Supremo para defender a realização de eleições diretas, o que gerou um impasse ainda maior no processo.
A linha sucessória do estado está desfalcada desde a saída do ex-vice-governador Thiago Pampolha, em 2025, para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do estado. Com a cassação de Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj, pelo TSE, a condução interina do governo ficou a cargo de Ricardo Couto de Castro, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
A expectativa é de que o julgamento de hoje traga mais clareza e definição sobre o processo eleitoral no Rio de Janeiro, buscando garantir estabilidade e legitimidade ao próximo governante do estado. Todos os olhares estão voltados para o STF e as repercussões dessa decisão prometem ser significativas para o cenário político e para a população fluminense.




