A situação política do estado é complexa, especialmente após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro, que decidiu deixar o cargo para disputar uma vaga no Senado. Essa manobra ocorreu no dia anterior ao julgamento que o condenou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o que gerou críticas sobre tentativas de evitar a convocação de eleições diretas. Assim, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro, permanece como governador interino.
O caso, que é objeto de julgamento, teve origem em uma ação movida pelo diretório estadual do PSD, que pleiteia a realização de eleições diretas, permitindo que a população escolha diretamente seu novo governante. Esse pleito por eleições diretas contrasta com a posição de outros ministros do STF, que se manifestaram a favor das eleições indiretas, nas quais a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) teria a responsabilidade de escolher o novo governador.
Durante a sessão, o relator do caso, ministro Cristiano Zanin, foi o primeiro a votar e defendeu a realização de eleições diretas, argumentando que a renúncia de Castro se configurava como uma tentativa de evitar o sufrágio popular. Isso foi seguido por votos de outros ministros, como Luiz Fux, que se opôs à ideia de eleições diretas e favoreceu a deliberação em nível legislativo. Ao longo da discussão, ministros como André Mendonça e Nunes Marques também se manifestaram a favor das eleições indiretas, alegando que a renúncia não foi feita com o intuito de burlar a justiça.
O cenário se complica ainda mais, uma vez que a linha sucessória do estado está desfalcada. O ex-vice-governador, Thiago Pampolha, deixou o cargo em 2025 e Rodrigo Bacellar, o seguinte na linha de sucessão, foi cassado em decorrência da mesma decisão do TSE que condenou Castro. Isso significa que o estado atualmente é conduzido interinamente por Couto de Castro, enquanto a população aguarda a definição sobre seu futuro político.






