JUSTIÇA – STJ abre processo disciplinar contra ministro Marco Buzzi por assédio sexual após denúncias e afasta-o temporariamente de suas funções.

Na última terça-feira, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) tomou uma decisão importante ao abrir um processo administrativo disciplinar (PAD) contra o ministro Marco Buzzi, que é acusado de assédio sexual. A deliberação foi feita de forma unânime pelo plenário do tribunal, após uma comissão de sindicância interna ter recomendado a apuração da conduta do ministro. Como resultado, Buzzi foi afastado de suas funções.

As denúncias contra o ministro emergiram após um incidente que teria ocorrido em janeiro deste ano durante uma viagem às férias em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina. A acusação principal é que ele teria tentado agarrar uma jovem, filha de amigos, enquanto estavam juntos no mar. As circunstâncias do caso levantaram sérias preocupações não apenas sobre o comportamento do ministro, mas também sobre o ambiente que ele poderia criar dentro de uma instituição tão respeitada como o STJ.

Além deste episódio, uma ex-funcionária terceirizada do gabinete de Buzzi veio à tona com sua própria denúncia, afirmando que foi vítima de assédio sexual enquanto trabalhava próximo ao ministro. Essas alegações adicionais reforçam a gravidade das acusações enfrentadas por Buzzi e sublinham a urgência de uma investigação minuciosa.

Em um desdobramento significativo, o ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), também se envolveu no caso e autorizou a abertura de um inquérito para investigar as alegações criminalmente. O fato de Buzzi ser um ministro do STJ garante a ele foro privilegiado, o que significa que a investigação terá que se desenrolar no âmbito do STF.

A defesa do ministro Marco Buzzi foi contatada por veículos de imprensa, mas até o momento não houve retorno. A situação continua a evoluir, com o tribunal e as autoridades competentes buscando assegurar que todas as alegações sejam tratadas com a seriedade e a atenção que merecem. Este caso não apenas impacta a carreira de Buzzi, mas também levanta questões mais amplas sobre a cultura de responsabilidade dentro das instituições judiciais e o tratamento de denúncias de assédio.

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