A sessão, que teve início por volta das 17h, foi encerrada às 19h e todos os ministros participaram, incluindo André Mendonça e Luiz Fux, que se uniram ao debate por videoconferência, dada a sua ausência em Brasília. A convocação feita por Fachin tinha como objetivo informar os demais integrantes da Corte sobre os documentos apresentados pela PF, bem como sobre os argumentos da defesa de Toffoli.
O cenário se intensificou na última segunda-feira, quando a PF revelou ao presidente do STF que seu nome aparecia em uma mensagem no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, que foi apreendido durante uma operação de busca e apreensão. Essa informação, contudo, está sob segredo de Justiça, o que impede maiores esclarecimentos públicos nesse momento.
As polêmicas envolvendo Toffoli começaram a ganhar destaque na mídia há cerca de um mês, quando surgiram relatos sobre irregularidades ligadas a um fundo de investimento associado ao Banco Master. Este fundo se tornou alvo de críticas após a revelação de que havia adquirido uma participação em um resort, o Tayayá, localizado no Paraná, anteriormente de propriedade de familiares do ministro. Essa ligação levantou questões sobre a imparcialidade de Toffoli no caso.
Em resposta a essas acusações, Toffoli, por meio de uma nota à imprensa, confirmou que é um dos sócios do referido resort, mas refutou as alegações de que recebeu qualquer quantia de Daniel Vorcaro. O desenrolar desse episódio promete continuar gerando repercussões e discussões no âmbito do judiciário e entre a opinião pública, que observa atentamente os próximos passos da investigação e suas implicações para o sistema jurídico do país. A continuidade da reunião está prevista para às 20h, e a expectativa é de que novos detalhes sejam revelados.
