Atualmente, o placar do julgamento encontra-se em 2 votos a 0 contra as mudanças propostas. Até o momento, a votação contou com os votos da relatora, Cármen Lúcia, e do ministro Luiz Fux, que se manifestaram de maneira contrária à flexibilização da legislação. A Corte está avaliando uma ação ajuizada pela Rede Sustentabilidade que visa reverter a Lei Complementar 219 de 2025, a qual modificou aspectos críticos relacionados aos prazos de inelegibilidade.
Entre as principais mudanças instituídas pela referida lei, destaca-se a unificação do prazo máximo de inelegibilidade para 12 anos, aplicável a políticos que tenham sido condenados por improbidade administrativa em diversas instâncias. Essa alteração é vista como um retrocesso pelas vozes que defendem a rigidez da Lei da Ficha Limpa, uma vez que pode permitir que figuras controversas voltem ao cenário político.
Além disso, houve uma modificação significativa quanto ao marco de contagem dos prazos de inelegibilidade. Com a nova redação, a contagem de oito anos de inelegibilidade para políticos condenados começaria a valer a partir da condenação, e não do cumprimento da pena, como prevê a norma vigente. Essa mudança pode abrir portas para candidaturas de nomes como José Roberto Arruda, que almeja disputar o governo federal, e outras figuras políticas vinculadas a processos judiciais, como Eduardo Cunha e os ex-governadores do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho e Sérgio Cabral.
Apesar da importância e da polêmica que cercam este julgamento, ainda não há uma data definida para a retoma da análise pelo STF, o que mantém a situação em suspenso e gera expectativa entre a classe política e os eleitores. A decisão, uma vez proferida, poderá ter repercussões profundas na dinâmica eleitoral do país.