A decisão de Mendonça atende ao pedido da CPMI e revoga uma determinação anterior do ex-relator do caso, o ministro Dias Toffoli, que havia disposto que as informações fossem conservadas na presidência do Senado, limitando o acesso da comissão aos documentos necessários para o avanço das investigações.
Além disso, o ministro não apenas restabeleceu o acesso aos dados para a CPMI, mas também determinou que as informações relacionadas a Vorcaro fossem encaminhadas à Polícia Federal (PF). Esta última se encontra em pleno processo de investigação acerca das fraudes atribuídas ao Banco Master. A PF, por sua vez, deverá compartilhar esses dados com a CPMI, facilitando assim o trabalho de todos os envolvidos na investigação.
Na quinta-feira, 19, Mendonça também autorizou que a PF reiniciasse as perícias e outras diligências consideradas necessárias para o andamento das investigações do Banco Master. Essa ação inclui a troca de informações, que agora poderá ser feita internamente entre diferentes setores da corporação, visando torna mais ágil o processo de apuração.
É importante lembrar que, durante sua relatoria, Dias Toffoli havia selecionado peritos que acompanharão as análises das provas, ao mesmo tempo em que restringiu severamente o acesso às informações. A decisão de André Mendonça, que ocorreu logo após sua ascensão à relatoria do inquérito, marca um novo capítulo nesse caso que tem gerado grande impacto nas discussões sobre a integridade do sistema financeiro e a proteção dos direitos dos aposentados no Brasil. Essa reviravolta promete acelerar o processo investigativo e trazer novos desdobramentos em um caso que já se arrasta há algum tempo, levantando questões cruciais sobre a regulamentação e supervisão do setor bancário.
