JUSTIÇA – STF Recebe Pedido para Manutenção de Penduricalhos Após Suspensão de Flávio Dino, Acordo Pode Impactar Judiciário e MP até 25 de Fevereiro.

Na última quarta-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu um pedido formal de 11 associações que representam juízes, promotores, defensores públicos e membros de tribunais de contas. O objetivo dessas entidades é pleitear a manutenção dos chamados “penduricalhos”, benefícios financeiros que foram suspensos recentemente por determinação do ministro Flávio Dino. Os penduricalhos, que são verbas indenizatórias sem base legal, foram alvo de uma liminar concedida por Dino, que determinou sua suspensão para os Três Poderes no prazo de 60 dias.

Entre as associações que assinaram o pedido estão a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR). As entidades argumentam que todos os pagamentos realizados pelo Judiciário e pelo Ministério Público estão amparados por legislações ou regulamentos dos Conselhos Nacional de Justiça (CNJ) e Nacional do Ministério Público (CNMP).

Os representantes das associações sustentam que as decisões tomadas pelo CNJ autorizam esses benefícios e, por isso, a revisão dos atos normativos que regulamentam os pagamentos não deveria ser exigida. “Está a se impor, no ponto, o acolhimento dos presentes embargos de declaração para, verificando que não tem havido pagamento à magistratura sem autorização prévia do CNJ, deixe de ser exigido dos tribunais a revisão dos atos normativos que concretizam os pagamentos previstos em lei”, afirmam.

Além disso, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) também entrou na discussão, apresentando sua defesa ao STF em favor da manutenção desses benefícios financeiros. O plenário do Supremo já tem a data marcada para o julgamento do caso: será no dia 25 de fevereiro, quando a Corte analisará a decisão do ministro Flávio Dino sobre a suspensão dos penduricalhos. Essa questão levanta um debate significativo sobre a legalidade e a necessidade de tais benefícios no contexto do serviço público, evidenciando a complexidade das relações entre as diversas esferas do governo e a aplicação da legislação vigente.

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