JUSTIÇA – STF mantém prisão de Robinho por estupro na Itália; ex-jogador cumpra pena de nove anos após decisão unânime da Corte.

Nesta sexta-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) deliberou e decidiu, por 10 votos a 1, manter a prisão do ex-jogador de futebol Robinho, que está detido no Brasil desde março de 2022. Robinho cumpre uma condenação de nove anos de reclusão devido ao seu envolvimento em um caso de estupro que ocorreu em 2013, dentro de uma boate em Milão, na Itália.

O julgamento, realizado de forma virtual e iniciado na semana anterior à decisão, teve como foco um recurso apresentado pela defesa do ex-atleta. Essa defesa buscava reverter uma determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que havia homologado a sentença da Justiça italiana e ordenado a sua prisão imediata. A sentença do STJ foi proferida em março do ano passado e indicava que a pena aplicada na Itália deveria ser cumprida no Brasil.

A ampla maioria dos ministros da Corte se manifestou a favor da manutenção da prisão, destacando a gravidade do delito e a necessidade de cumprimento da pena. Os ministros que votaram pela manutenção da medida foram Luiz Fux, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, André Mendonça, Cristiano Zanin, Edson Fachin, Cármen Lúcia, Flávio Dino, Luís Roberto Barroso e Nunes Marques.

A única dissensão veio do ministro Gilmar Mendes, que alegou que a prisão de Robinho não poderia ser executada antes que todas as possibilidades de recurso à decisão do STJ fossem esgotadas. Mendes sustentou que o princípio do direito ao devido processo deve ser respeitado antes de se promover a execução de uma pena, o que provoca intensos debates sobre a aplicação da justiça e os direitos dos réus.

Atualmente, Robinho encontra-se no complexo penitenciário de Tremembé, em São Paulo. A continuidade do caso levanta importantes questões sobre a resposta do sistema judiciário brasileiro a crimes de violência sexual, bem como o impacto de condenações internacionais na aplicação da justiça no país. Essa situação é emblemática e deverá continuar a ser objeto de discussão tanto na esfera jurídica quanto na opinião pública.

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