Até o atual momento do julgamento, seis dos onze ministros já votaram pela manutenção da prisão do ex-atleta. O processo se iniciou na semana passada e deverá ser encerrado nesta sexta-feira, 29 de setembro, com a expectativa de que todos os votos sejam finalmente contabilizados. O STF analisa um recurso apresentado pela defesa de Robinho, que contesta a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Este último havia homologado a sentença da Justiça italiana e determinado a prisão imediata do jogador no Brasil, com início marcado para março de 2024.
Os ministros que votaram pela manutenção da prisão foram: Luiz Fux, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, André Mendonça, Cristiano Zanin e Edson Fachin. Em contrapartida, o único voto favorável à liberdade de Robinho foi expresso pelo ministro Gilmar Mendes. Mendes argumentou que a execução da pena no Brasil só poderia ocorrer após esgotamento das possibilidades de recurso quanto à decisão do STJ.
Atualmente, Robinho se encontra detido no complexo penitenciário de Tremembé, em São Paulo. O caso gerou enorme repercussão nas redes sociais e na opinião pública, levantando debates sobre a responsabilidade de figuras públicas e a questão do consentimento nas relações sexuais. Em meio ao desenrolar do julgamento, a pressão pública tem sido intensa, refletindo não apenas a gravidade do caso em si, mas também a imagem que Robinho, uma vez ídolo do futebol brasileiro, representa atualmente na sociedade.
O desfecho deste processo não apenas influenciará o futuro do ex-jogador, mas também poderá ter implicações mais amplas sobre a forma como o sistema judicial brasileiro lida com questões de violência de gênero e o papel das figuras públicas em tais contextos. O cenário é um campo de batalha entre os direitos do acusado e a busca por justiça para a vítima, enfatizando a complexidade e as nuances do sistema legal no que tange a delitos graves como o que Robinho é acusado.