JUSTIÇA – STF mantém prisão de Robinho, ex-jogador condenado por estupro na Itália, com maioria de votos contra soltura em julgamento contínuo.

O Supremo Tribunal Federal (STF) se reuniu em uma sessão virtual nesta quinta-feira, 28 de setembro, e manifestou-se majoritariamente contra a libertação do ex-jogador de futebol Robinho, cuja prisão no Brasil se estende desde março do ano passado. Robinho cumpre uma pena de nove anos na Itália, relacionada ao seu envolvimento em um caso de estupro que ocorreu em uma boate em Milão em 2013.

Até o atual momento do julgamento, seis dos onze ministros já votaram pela manutenção da prisão do ex-atleta. O processo se iniciou na semana passada e deverá ser encerrado nesta sexta-feira, 29 de setembro, com a expectativa de que todos os votos sejam finalmente contabilizados. O STF analisa um recurso apresentado pela defesa de Robinho, que contesta a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Este último havia homologado a sentença da Justiça italiana e determinado a prisão imediata do jogador no Brasil, com início marcado para março de 2024.

Os ministros que votaram pela manutenção da prisão foram: Luiz Fux, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, André Mendonça, Cristiano Zanin e Edson Fachin. Em contrapartida, o único voto favorável à liberdade de Robinho foi expresso pelo ministro Gilmar Mendes. Mendes argumentou que a execução da pena no Brasil só poderia ocorrer após esgotamento das possibilidades de recurso quanto à decisão do STJ.

Atualmente, Robinho se encontra detido no complexo penitenciário de Tremembé, em São Paulo. O caso gerou enorme repercussão nas redes sociais e na opinião pública, levantando debates sobre a responsabilidade de figuras públicas e a questão do consentimento nas relações sexuais. Em meio ao desenrolar do julgamento, a pressão pública tem sido intensa, refletindo não apenas a gravidade do caso em si, mas também a imagem que Robinho, uma vez ídolo do futebol brasileiro, representa atualmente na sociedade.

O desfecho deste processo não apenas influenciará o futuro do ex-jogador, mas também poderá ter implicações mais amplas sobre a forma como o sistema judicial brasileiro lida com questões de violência de gênero e o papel das figuras públicas em tais contextos. O cenário é um campo de batalha entre os direitos do acusado e a busca por justiça para a vítima, enfatizando a complexidade e as nuances do sistema legal no que tange a delitos graves como o que Robinho é acusado.

Jornal Rede Repórter - Click e confira!


Botão Voltar ao topo