Com essa medida, o acordo que será assinado nesta sexta-feira (25) entre o governo federal e as mineradoras no Palácio do Planalto terá que ser homologado pelo STF, não mais pela Justiça Federal em Minas Gerais. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está confirmado para participar desse evento tão importante.
O ministro Barroso justificou sua decisão destacando que a homologação pelo STF garantirá segurança jurídica ao acordo. Ele ressaltou que essa ação vai evitar a constante judicialização de diferentes aspectos do conflito e impedir a prolongação da situação de insegurança jurídica que já perdura há nove anos desde o desastre.
Enquanto isso, em Londres, uma outra ação de indenização envolvendo cerca de 620 mil vítimas teve início esta semana. Nessa ação, as vítimas buscam que a empresa BHP Billiton, acionista da mineradora Samarco, responsável pelo desastre em Mariana, seja condenada a pagar as indenizações devidas. É importante ressaltar que a empresa tem sede em Londres.
O rompimento da barragem do Fundão resultou em 19 mortes e causou danos irreparáveis às comunidades ao longo da bacia do Rio Doce, tanto em Minas Gerais quanto no Espírito Santo. Esse triste episódio marcou a história do país e gerou uma série de consequências para milhares de famílias afetadas. O caso segue sendo acompanhado de perto e busca por justiça e reparação continua.





