A deliberação no STF foi marcada por uma votação que resultou em 8 votos favoráveis à derrubada da prorrogação, contra apenas 2 que se opuseram a essa decisão. Na segunda-feira anterior, Mendonça, que também é relator do caso, havia estipulado um prazo de 48 horas para que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), procedesse com a leitura do requerimento que solicitava a extensão das atividades da CPMI. Essa ação teve origem em um pedido feito pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), que argumentou que tanto Alcolumbre quanto a Mesa Diretora estavam omissos ao não receberem a solicitação.
Após sua análise, Mendonça decidiu levar a questão ao plenário do Supremo. Em uma resposta à inércia de Alcolumbre, Carlos Viana anunciou a prorrogação dos trabalhos da CPMI por até 120 dias, cumprindo uma decisão anterior do ministro.
Os votos no STF foram diversos, com Mendonça e Luiz Fux se manifestando a favor da prorrogação. Mendonça ressaltou que o pedido de extensão estava em conformidade com os requisitos legais, citando que tinha o apoio necessário, com 27 assinaturas de senadores e 171 de deputados. Essa argumentação estava centrada na necessidade de preservar os direitos da minoria política, que incluem as vozes da oposição.
No entanto, os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes se colocaram contra a prorrogação. Moraes classificou o vazamento de conversas pessoais do banqueiro Daniel Vorcaro, envolvido na CPMI, como “criminoso”, enquanto Mendes o chamou de “deplorável” em referência a quebras de sigilo.
A CPMI, que iniciou suas atividades em agosto de 2025, foca na investigação de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS, principalmente analisando relações do Banco Master, de Vorcaro, com a concessão irregular de empréstimos consignados. Recentemente, a comissão enfrentou críticas por vazar informações pessoais, levantando preocupações éticas sobre a utilização de dados obtidos em investigações policiais.






