Segundo a reportagem, que gerou grande repercussão, Moraes teria usado métodos não convencionais para colher dados que foram posteriormente utilizados em inquéritos sobre disseminação de fake news e atuação de milícias digitais vinculadas ao governo Bolsonaro. Essa prática, segundo o jornal, teria ocorrido enquanto Moraes presidia o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O presidente do STF, Luís Roberto Barroso, tratou o caso como uma “tempestade fictícia”, ressaltando que os dados solicitados por Moraes eram de domínio público e disponíveis nas redes sociais. Ele acrescentou que essas informações estavam relacionadas a indivíduos já sob investigação do Supremo. “Não houve investigação de natureza policial. Era acompanhamento de postagens em redes sociais para verificar se havia uma conduta a ser investigada no âmbito dos inquéritos do STF”, esclareceu Barroso.
Além disso, Barroso garantiu que não houve nenhum tipo de direcionamento a pessoas específicas e que todos os procedimentos sofreram a devida formalização no momento processual apropriado. “A alegada informalidade é porque ninguém oficia para si próprio. As informações não eram formalizadas no momento da solicitação. Mas, quando as informações chegavam, eram imediatamente formalizadas, inseridas no processo e dada vista ao Ministério Público”, completou.
Em apoio a Moraes, o ministro Gilmar Mendes afirmou que o colega é alvo de “críticas infundadas” e que tais ataques têm o objetivo de enfraquecer a democracia. Mendes destacou que as investigações realizadas por Moraes seguem estritamente a legalidade, respeitando direitos e garantias fundamentais, e são guiadas por um compromisso inabalável com a verdade.
Paralelamente, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, também endossou as medidas adotadas por Moraes. Ele afirmou ter observado pessoalmente as qualidades de coragem, diligência, assertividade e retidão nas ações e decisões do ministro.
Em resposta à polêmica, o gabinete de Alexandre de Moraes emitiu uma nota defendendo a regularidade dos procedimentos seguidos para requisição das informações ao TSE. Segundo a nota, todos os processos foram conduzidos de forma oficial, documentados nos inquéritos e investigações do STF, com a participação integral da Procuradoria Geral da República.
A sequência de defesas e esclarecimentos visa reafirmar a transparência e a legalidade na atuação de Moraes, destacando o compromisso da Suprema Corte com a justiça e a manutenção da ordem democrática no país.
