Segundo informações prestadas pela Polícia Federal, houve contatos de Braga Netto com o pai de Mauro Cid, o general Mauro César Lourena Cid, com o intuito de obter dados sigilosos, controlar informações repassadas à investigação e manter informados os demais integrantes da organização criminosa. O ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito que investiga a tentativa de golpe de Estado para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi responsável por assinar a decretação da prisão.
Além disso, a investigação apontou que, na operação “Tempus Veritatis”, papeis encontrados na mesa do coronel Flávio Botelho Peregrino, assessor de Braga Netto, continham perguntas e respostas sobre a delação de Mauro Cid. O próprio Cid relatou à PF sobre as tentativas do general e outros intermediários de obter informações sobre o que ele havia falado.
Durante a audiência no dia 21 de novembro, Mauro Cid também informou sobre o financiamento das ações de forças especiais por parte de Braga Netto, incluindo o repasse de dinheiro em uma sacola de vinho ao Major Rafael de Oliveira. A PF confirmou a compra de celular e carregamentos de chip com pagamentos em espécie em um estabelecimento em Brasília.
A equipe da Agência Brasil está tentando contato com a defesa de Braga Netto para obter mais informações sobre o caso. A prisão do general representa mais um capítulo na série de investigações sobre possíveis crimes ligados a figuras importantes do cenário político nacional.
