O ministro Alexandre de Moraes, responsável pelas decisões que conduziram a este desfecho, convocou uma sessão virtual para o julgamento após aprovar os mandados de prisão. Os ministros Flávio Dino e Cármen Lúcia se uniram a Moraes na votação, porém a decisão final ainda depende do voto do ministro Cristiano Zanin, que poderá selar o destino dos réus. A expectativa é que essa votação virtual se conclua na quarta-feira, 26 de outubro, às 19h.
Essas ocorrências se desenrolam em um contexto mais amplo em que o Supremo Tribunal Federal busca afirmar sua posição em questões delicadas de governança e legalidade. Recentemente, Moraes também reconheceu o trânsito em julgado do processo relacionado a Bolsonaro, o que significa que não há mais possibilidade de novos recursos, após o fechamento do prazo para sua apresentação. O fim desse prazo foi determinado na segunda-feira, dia 24 de outubro, após o qual o ministro rejeitou os últimos recursos.
Importante ressaltar que, em uma decisão anterior, o colegiado da Primeira Turma já havia negado, por unanimidade, o primeiro recurso apresentado pelos réus. Essa sequência de ações ilustra a firmeza do STF em lidar com a crise institucional e suas implicações legais.
Com a mudança de composição da Turma, após a saída do ministro Luiz Fux, é importante observar como isso poderá impactar futuras deliberações. Fux, que votou pela absolvição de Bolsonaro anteriormente, foi transferido para a Segunda Turma da Corte, o que altera a dinâmica interna do grupo que agora permanece com quatro ministros. O desfecho desta questão não apenas influenciará o ex-presidente, mas também poderá repercutir em todo o panorama político do Brasil.









