JUSTIÇA – STF concede 60 dias para big techs ajustarem medidas de responsabilidade sobre publicações ilegais nas redes sociais, conforme voto de Dias Toffoli.

Na última quinta-feira, o ministro Dias Toffoli, membro do Supremo Tribunal Federal (STF), apresentou seu voto a favor da concessão de um prazo de 60 dias para que as grandes empresas de tecnologia, as chamadas “big techs”, possam adequar-se às novas obrigações impostas pela Corte. Essas medidas visam aumentar a responsabilidade das plataformas em relação ao conteúdo postado pelos usuários em suas redes sociais.

Durante a sessão, o STF analisou recursos apresentados por gigantes da tecnologia, que contestam uma decisão proferida em junho do ano passado, a qual estabeleceu a responsabilização dessas empresas por publicações ilegais feitas por seus usuários. Toffoli, como relator das ações, argumentou que a definição de um prazo específico é fundamental para garantir que as empresas implementem corretamente as diretrizes determinadas pelo tribunal.

Entre as exigências estabelecidas pelo julgamento, estão a proibição de acesso a conteúdos sensíveis, como vídeos que envolvam exploração sexual, violência física ou que induzam comportamentos prejudiciais à saúde mental e física de crianças e adolescentes. Além disso, as plataformas são obrigadas a ter um representante legal no Brasil para facilitar a comunicação com as autoridades judiciais.

Toffoli salientou que o prazo estipulado é adequado e suficiente para que as empresas realizem as adaptações necessárias, levando em conta os esclarecimentos fornecidos até aquele momento. Insistiu também na importância de definir um marco temporal para a aplicação das novas regras, sugerindo que a partir de 27 de junho de 2025, data em que a ata do julgamento foi publicada, as diretrizes começarão a ter peso legal.

Após o voto do relator, o plenário do STF passou a coletar os depoimentos dos outros magistrados que compõem a corte, sendo que mais nove votos ainda devem ser proferidos. As big techs já articulam recursos que visam assegurar um prazo para a implementação das novas obrigações ou pleiteiam que a aplicação das regras ocorra apenas após o trâmite em julgado da decisão do plenário. A discussão em torno da responsabilização das redes sociais segue em pauta, evidenciando a complexidade e os desafios enfrentados por essas plataformas na moderação de conteúdo.

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