O novo relator enfatizou que a PF terá agora a liberdade para conduzir perícias e diligências que se façam necessárias, incluindo a coleta de depoimentos de investigados e testemunhas. Mendonça comentou a importância de devolver ao fluxo ordinário os procedimentos da instituição, o que deve contribuir para o andamento eficaz das investigações.
Além de autorizar as perícias, o ministro também permitiu que a PF compartilhasse internamente as informações coletadas até então. A corporação, por sua vez, havia informado que estava lidando com cerca de 100 dispositivos eletrônicos, cuja análise poderia levar até 20 semanas se realizada por um único perito. Com o novo direcionamento, a expectativa é que o trabalho de investigação seja acelerado, embora a confidencialidade das informações relacionadas ao caso deva ser estritamente mantida. Mendonça deixou claro que apenas os agentes diretamente envolvidos na análise terão acesso aos dados.
Antes dessa decisão, o antigo relator havia designado peritos específicos para as investigações e restringido o acesso às informações coletadas, o que agora foi revogado por Mendonça. A mudança na relatoria traz novas esperanças para um andamento mais ágil e eficiente das investigações.
Além disso, o ministro afirmou que qualquer nova investigação relacionada ao Banco Master deverá ser previamente autorizada por ele, garantindo assim um maior controle sobre a continuidade dos procedimentos. O novo direcionamento do STF promete impactar positivamente o desenrolar do caso, que é de alta relevância dentro do cenário jurídico e financeiro do país. Mendonça finalizou sua decisão enfatizando que a instauração de novas investigações deve ser fundamentada e submetida à sua deliberação.
