O caso, que teve repercussão nacional em 2017, envolveu comentários racistas feitos pela socialite em uma postagem do casal nas redes sociais, nos quais chamou a criança de “macaca horrível” e proferiu ofensas relacionadas à cor da pele e características físicas da menina. A gravidade das declarações levou Bruno Gagliasso a registrar boletim de ocorrência na Polícia Civil, o que culminou na denúncia do Ministério Público e no processo judicial que resultou na condenação de Dayane Alcântara.
O juiz responsável pelo caso, Ian Legay, da Primeira Vara Federal do Rio de Janeiro, fundamentou a sentença destacando a natureza execrável e discriminatória dos comentários feitos pela ré. Para o magistrado, tais atitudes representam uma afronta à dignidade humana e remetem a um contexto histórico de escravidão e racismo, que não pode ser tolerado na sociedade contemporânea.
Em contrapartida, o casal Gagliasso se manifestou após a sentença, destacando a importância da punição do racismo e expressando confiança no Judiciário para combater esses tipos de crimes no Brasil. A decisão foi celebrada pelos artistas como um marco histórico, sendo a primeira vez que uma pessoa é condenada à prisão em regime fechado por racismo no país.
Por fim, é importante ressaltar que a condenação ainda cabe recurso e que a Agência Brasil está em busca de contato com a defesa de Dayane Alcântara para incluir seu posicionamento na reportagem. A ré atualmente reside nos Estados Unidos, o que pode dificultar a comunicação sobre o caso.







