Os denunciados, identificados como Isaías Melquiades Barros da Silva, José Renato Beserra da Silva, Matheus Henrique Teodosio, Paulo Henrique Souza Santana, Pedro Eduardo Rodrigues e Wagner da Silva Bernardo, foram acusados de diversas infrações, incluindo maus-tratos com uso de crueldade, caça ilegal, corrupção de menores e associação criminosa. Após sua prisão em flagrante, uma audiência de custódia resultou na conversão das prisões para preventiva, destacando a gravidade dos atos praticados.
O caso tomou proporções ainda mais preocupantes com a revelação de que os agressors demonstraram um comportamento provocador e de deboche enquanto o animal era submetido a sofrimento intenso. De acordo com a denúncia apresentada, os envolvidos cercaram e atacaram a capivara de forma consciente e organizada, utilizando materiais que provocaram sérios ferimentos, como traumatismo craniano e lesões oculares severas. A ação se caracterizou ainda como caça ilegal, evidenciando a total falta de respeito pelas normas de proteção à vida silvestre.
Além disso, partes do que ocorreu foram filmadas pelos próprios agressores, o que evidenciou não apenas a intenção deliberada de provocar dor ao animal, mas também o desprezo pela legislação que protege a fauna local. Os danos não se limitam apenas à capivara; as pedras arremessadas atingiram veículos estacionados, resultando em prejuízos ao patrimônio alheio.
O MPRJ, em sua denúncia, indicou ainda indícios de reiteração criminosa. Uma testemunha relatou que um dos acusados foi visto agredindo outra capivara apenas dias antes, no mesmo bairro, o que levanta preocupações sobre um padrão de comportamento violento.
Em resposta à gravidade do ocorrido, o MPRJ também busca a reparação cível dos danos, pleiteando a fixação de um valor mínimo que deverá ser pago pelos acusados como compensação pelos danos ambientais e morais causados. Esse valor é estimado em R$ 44.632,57 e deverá ser direcionado a instituições que trabalham com atendimento veterinário e recuperação de animais, além do Fundo Estadual de Meio Ambiente. A denúncia reflete um apelo por justiça e um desejo de proteger não apenas a fauna local, mas também promover a conscientização sobre o tratamento ético de todos os seres vivos.






