Felipe Baptista traz para o cargo uma vasta experiência em direito público. Com uma carreira que se estende desde 2000 como procurador do estado, ele já desempenhou funções relevantes na autarquia, incluindo a direção jurídica do Rioprevidência de 2007 a 2010. Além disso, seu histórico inclui a atuação como subsecretário de Administração e Reestruturação entre 2003 e 2004. O novo presidente é também mestre e doutor em direito público pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e possui experiência acadêmica como professor em instituições renomadas, além de ter sido assessor do Supremo Tribunal Federal.
A mudança na presidência coincide com um momento delicado no Rioprevidência. Na última sexta-feira, 10, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) ingressou com uma ação civil pública pedindo um bloqueio de bens dos dirigentes do fundo, buscando responsabilizá-los por um rombo de R$ 1,088 bilhão relacionado à compra de títulos do Banco Master. A ação traz consigo um pedido de tutela de urgência, exigindo a suspensão imediata de contratos associados ao programa CredCesta, o afastamento do então presidente Nicholas Cardoso e o ressarcimento aos cofres públicos.
Em resposta às alegações, o Rioprevidência se posicionou afirmando que suas alocações de investimentos estão majoritariamente concentradas em ativos de renda fixa, destacando que R$ 100 milhões estão aplicados em títulos públicos, o que caracteriza uma estratégia de baixo risco. Essa situação coloca não apenas a nova gestão de Felipe Baptista sob pressão, mas também demanda uma reavaliação das práticas e políticas do fundo para garantir a segurança financeira dos servidores e pensionistas envolvidos. Com desafios à frente, resta saber como o novo presidente irá conduzir a autarquia em meio a este cenário turbulento.
