A SSP-SP alertou que a divulgação destes vídeos, mesmo com a boa intenção de ajudar na investigação, é considerada um crime grave conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A delegada-chefe do Noad, Lisandrea Salvariego Colabuono, destacou a criação de perfis falsos, usados exclusivamente para compartilhar esse tipo de conteúdo, como uma evidência clara de má-fé por parte dos usuários. A lei prevê penalidades severas para quem veicula imagens de conteúdo obsceno envolvendo crianças e adolescentes, com penas que variam de 1 a 4 anos de reclusão, além de multas.
As investigações continuam, integradas ao inquérito principal do estupro coletivo, que está sendo conduzido pelo 63º Distrito Policial. Segundo o delegado titular do caso, Júlio Geraldo, a polícia está apurando as identidades de quem compartilhou o material e os envolvidos, ressaltando as graves consequências da divulgação de pedofilia.
Os events começaram no dia 21 de abril, quando dois meninos, com idades de 7 e 10 anos, foram aliciados por cinco homens em um bairro da Zona Leste de São Paulo. Os criminosos, que apresentaram-se como amigos dispostos a participar de atividades lúdicas, acabaram cometendo o crime, que foi gravado e depois espalhado nas redes sociais. Após a veiculação dos vídeos, a irmã de uma das vítimas reconheceu o menino e fez a denúncia, levando à prisão dos acusados. Um dos indivíduos, Alessandro Martins dos Santos, de 21 anos, demonstrou total falta de arrependimento durante seu depoimento à polícia, mostrando preocupação apenas com as implicações legais de suas ações.
Dados recentes da Secretaria Estadual de Segurança Pública revelam um alarmante aumento nos casos de estupro de vulnerável, com cerca de 2.942 incidentes registrados apenas nos primeiros três meses do ano. Essa realidade terrível exige uma reflexão profunda da sociedade sobre a proteção das crianças e adolescentes e a necessidade urgentíssima de medidas eficazes contra a exploração e a violência sexual.
