Esse pedido surge em resposta à condenação do ex-governador Cláudio Castro, que ocorreu na última terça-feira (24), resultando na determinação de eleições indiretas, nas quais apenas os deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) poderiam votar. Para os advogados do PSD, a jurisprudência do STF preconiza que, em casos de dupla vacância nos cargos de governador e vice, em razão de decisões judiciais, deve-se optar pela realização de eleições diretas.
Os representantes do partido argumentam que a situação atual clama por um retorno à estabilidade institucional no estado, refletindo não apenas um apelo jurídico, mas também um desejo democrático da sociedade. O ministro Cristiano Zanin, que assume a relatoria do pedido, já se manifestou favorável à realização de um pleito popular.
Recentemente, o pleno do STF ratificou as eleições indiretas, com destaque para o voto de Zanin, que, apesar de estar em minoria nesse julgamento, se posicionou pela viabilidade das eleições diretas. Outros ministros, como Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, também endossaram essa visão, porém, não obtiveram respaldo suficiente no colegiado.
A situação política do Rio de Janeiro se agrava com a renúncia do ex-governador Cláudio Castro, que decidiu concorrer a uma vaga no Senado, e sua condenação por inelegibilidade, que ocorre em um contexto onde também o ex-vice-governador Thiago Pampolha deixou o cargo para ocupar uma posição no Tribunal de Contas do estado.
No vácuo de liderança, o cargo de governador interino é ocupado pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro. A recente cassação do deputado estadual Rodrigo Bacellar, que seria o próximo na linha sucessória, agrava ainda mais a instabilidade do governo estadual. Com um cenário político particularmente conturbado, a pressão por uma escolha direta reflete a urgência por um novo líder que possa conduzir o estado em direção à normalidade e restaurar a confiança pública nas instituições.






