De acordo com o procurador-geral, Paulo Gonet, o discurso encontrado na sala de Jair Messias Bolsonaro reforça o domínio que este possuía sobre as ações da organização criminosa. O texto do suposto discurso pós-golpe justifica a decretação do Estado de Sítio e da Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que seriam editados por Bolsonaro, defendendo que algumas decisões judiciais deveriam ser consideradas ilegítimas.
Na terça-feira (18), a PGR denunciou o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais 33 pessoas ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa. A acusação também envolve outros militares, incluindo o ex-ministro da Casa Civil e da Defesa Braga Netto e Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
Segundo o documento encontrado na sala de Bolsonaro, as decisões do Supremo Tribunal Federal eram consideradas ilegítimas, evidenciando a necessidade de restauração da segurança jurídica e defesa das liberdades no país. O suposto discurso pós-golpe também citou medidas para a consolidação do poder, como a anulação das eleições e a preparação de novas eleições.
As defesas dos envolvidos afirmaram que as acusações são infundadas, com a defesa de Bolsonaro ressaltando que ele jamais compactuou com qualquer movimento que visasse a desconstrução do Estado Democrático de Direito. A defesa de Braga Netto também negou as acusações, afirmando que ele está preso sem acesso amplo aos autos.
Nesta quarta-feira (19), o ministro Alexandre de Moraes levantou o sigilo da delação de Mauro Cid, o que pode trazer novas informações para o desenrolar do caso. A defesa de Braga Netto manifestou confiança na inocência do general e acredita que ele será absolvido. A situação política no Brasil segue tensa e cheia de reviravoltas, com novidades a cada dia.







