Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses no 19º Batalhão da Polícia Militar, situado no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Essa unidade, conhecida como “Papudinha”, é destinada a detentos considerados de alta periculosidade, como policiais, advogados e magistrados, que requerem um tratamento especial devido à natureza de suas ocupações.
Em seu parecer, Paulo Gonet destacou que a Papudinha oferece um atendimento médico de 24 horas, proporcionando aos detentos acesso a serviços de saúde em tempo integral. Além disso, o complexo conta com uma unidade avançada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que está disponível para qualquer emergência médica que possa ocorrer com o ex-presidente.
Esse não é o primeiro pedido de prisão domiciliar refutado. Em dezembro do ano passado, o ministro Alexandre de Moraes já havia negado uma solicitação similar da defesa de Bolsonaro, enfatizando que o ex-presidente possui a liberdade para buscar atendimento médico particular sem necessidade de autorização judicial. Moraes também reafirmou a presença de uma equipe médica apta a atendê-lo em situações de emergência.
A decisão atual do procurador-geral da República evidencia a continuidade da monitorização e avaliação das condições em que Jair Bolsonaro se encontra, refletindo uma postura cautelosa diante das demandas relacionadas à sua saúde e segurança. A análise cuidadosa e a estrutura de saúde disponível no sistema penitenciário foram argumentos centrais na sustentação do parecer contrário à prisão domiciliar, reforçando a ideia de que Bolsonaro está recebendo o devido cuidado enquanto cumpre sua pena. As informações e desdobramentos desse caso continuam a ser acompanhados de perto pela opinião pública e pelos meios de comunicação.
