Em sua manifestação, Gonet rebatou as alegações das defesas dos seis denunciados do núcleo, que incluem Filipe Martins, Marcelo Câmara, Silvinei Vasques, Mário Fernandes, Marília de Alencar e Fernando de Sousa Oliveira. As defesas argumentaram a incompetência da Primeira Turma do STF para julgar os denunciados, assim como a nulidade da delação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
Diante disso, o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, solicitou ao presidente da Primeira Turma, ministro Cristiano Zanin, que seja marcada a data do julgamento do núcleo 2. A Primeira Turma é composta pelos ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux, além do relator Alexandre de Moraes.
Cabe ressaltar que, de acordo com o regimento interno do STF, as duas turmas do tribunal são responsáveis por julgar ações penais. Sendo o relator parte da Primeira Turma, cabe a esse colegiado julgar a denúncia contra os acusados. Se a maioria dos ministros aceitar a denúncia, Bolsonaro e os demais acusados se tornarão réus e responderão a uma ação penal no STF.
Importante mencionar que o julgamento do núcleo 1, que inclui o ex-presidente e o general Braga Netto, além de outros acusados, está marcado para o dia 25 de março. A decisão do STF sobre esses casos terá grandes repercussões políticas no país.