Durante seu discurso, o ministro enfatizou que as marcas históricas da exclusão de pessoas negras são evidenciadas no sistema judiciário, e que é fundamental promover a diversidade e a inclusão nesse contexto. Para tanto, o CNJ estabeleceu parcerias com empresas privadas para a concessão de 750 bolsas de estudo a candidatos negros que se destaquem no Exame Nacional da Magistratura (Enam), com um montante de aproximadamente R$ 7 milhões destinado a essa iniciativa.
“A magistratura é predominantemente branca, e há um déficit de representatividade e entendimento das realidades diversas decorrentes da questão racial e do racismo estrutural brasileiro”, afirmou Barroso. Ele também observou que, ao longo das últimas duas décadas, a percepção da sociedade brasileira em relação à questão racial tem passado por transformações significativas.
Barroso ressaltou que a cor da pele exerce influência no comportamento das pessoas, na acessibilidade aos espaços públicos e de poder, e que o diagnóstico correto tem contribuído para um progressivo combate ao racismo estrutural. Ele pontuou, no entanto, que a luta contra o racismo ainda é longa e está longe de ser finalizada.
Neste contexto, o CNJ promoveu a entrega do Prêmio Equidade Racial do Poder Judiciário, que reconhece as iniciativas antirracistas dos tribunais do país. Essa premiação visa valorizar ações que visam promover a igualdade e a diversidade no sistema judiciário brasileiro.





