JUSTIÇA – Presidente do PL discorda de Bolsonaro sobre fraude nas urnas e orienta bancada contra voto impresso, revela depoimento à PF.

O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, em depoimento à Polícia Federal em fevereiro deste ano, contrariou as declarações do então presidente Jair Bolsonaro sobre possíveis fraudes nas urnas eletrônicas nas eleições de 2022. Costa Neto afirmou que discorda da fala de Bolsonaro, destacando sua experiência em várias eleições sem presenciar irregularidades no sistema eleitoral brasileiro.

Segundo o relatório do depoimento, o líder do PL orientou a bancada do partido a votar contra a implementação do voto impresso, reforçando sua confiança no atual sistema eleitoral. O depoimento de Costa Neto se enquadra em um inquérito que investiga uma possível trama golpista na cúpula do governo Bolsonaro.

O sigilo sobre as declarações prestadas foi retirado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). Em relação a possíveis verificações das urnas eletrônicas, Costa Neto mencionou que foi solicitada uma verificação extraordinária para os cargos de presidente e governador.

O presidente do PL ainda revelou que a contratação de uma empresa para verificar a segurança das urnas eletrônicas foi ideia de deputados de seu partido e de Bolsonaro, com o custo aproximado de R$ 1 milhão. Costa Neto negou ter recebido orientações de Bolsonaro para questionar a segurança das urnas, apenas para fiscalizá-las.

Em relação à pressão para ajuizar ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) questionando o resultado das urnas eletrônicas, Costa Neto esclareceu que a iniciativa partiu dos deputados do PL e do ex-presidente Bolsonaro após o vazamento do relatório da empresa contratada para verificar a segurança das urnas.

O ministro Alexandre de Moraes justificou a decisão de levantar o sigilo dos depoimentos devido à divulgação incompleta das informações prestadas à autoridade policial, ressaltando a importância de esclarecer publicamente os detalhes do inquérito. Estes desdobramentos evidenciam a complexidade e a sensibilidade do atual cenário político brasileiro e a necessidade de transparência nas investigações em curso.

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