JUSTIÇA – Policial nega atuação como agente infiltrado para vazar informações sobre segurança de Lula durante transição de governo, defesa é enviada ao STF.

O policial federal Wladmir Matos Soares se pronunciou hoje, em entrevista coletiva, para negar veementemente as acusações de ter atuado como agente infiltrado para vazar informações sobre a segurança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a transição de governo. As acusações foram feitas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em um inquérito que investiga uma suposta trama golpista.

Segundo a denúncia, Wladmir Matos teria repassado informações sobre a rotina e a segurança de Lula no dia 13 de novembro de 2022, enquanto fazia parte da equipe externa de segurança responsável pelos arredores do hotel onde o ex-presidente estava hospedado. No entanto, o policial, que está preso desde novembro do ano passado, enviou sua defesa ao Supremo Tribunal Federal (STF) alegando que estava apenas cumprindo suas funções de segurança e que não agiu como um agente infiltrado.

A defesa de Wladmir Matos argumentou que ele estava escalado para trabalhar na segurança externa do hotel e que sua missão era identificar possíveis ameaças ao ex-presidente, sem qualquer intenção de vazar informações. Os advogados enfatizaram que a acusação foi baseada em uma narrativa distorcida da verdade e que houve excesso de criatividade por parte da acusação ao afirmar que o policial teria aderido a uma tentativa de golpe.

O prazo para entrega da defesa da maioria dos denunciados no caso se encerrou ontem à noite, e os advogados de 17 dos 34 denunciados já apresentaram suas defesas ao STF. Após a análise de todas as defesas, o julgamento da denúncia será marcado pelo Supremo Tribunal Federal. É aguardado que o tribunal se manifeste em breve sobre os próximos passos do processo.

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