De acordo com a decisão judicial, a policial não terá permissão para portar armas, manter contato com testemunhas e familiares da vítima, ou deixar a comarca sem autorização prévia. Além disso, ela deverá cumprir uma medida de recolhimento em sua residência das 22h às 5h. As restrições visam garantir a integridade da investigação e a segurança dos envolvidos.
O juiz responsável pelo caso, Antônio Carlos Ponte de Souza, justificou sua decisão citing evidências que, segundo ele, demonstram indícios claros de uma conduta criminosa que ultrapassou os limites do uso legítimo da força. Em sua análise preliminar, o magistrado destacou que a ação da policial foi marcada por impulsividade e descontrole emocional, resultando em uma desproporcionalidade inaceitável para um agente do Estado.
O contexto do incidente revela que, na noite fatídica, Yasmin e outro policial estavam em patrulha na zona leste de São Paulo. Testemunhas relatam que Thawanna e seu acompanhante estavam na rua quando este se desequilibrou e colidiu com o retrovisor da viatura, levando a uma abordagem por parte dos agentes. Em meio ao tumulto, Yasmin abordou Thawanna e, após uma discussão, disparou contra ela, que não resistiu aos ferimentos e faleceu pouco tempo depois.
A Secretaria de Segurança Pública do estado informou que as circunstâncias que envolveram o caso estão sendo minuciosamente investigadas pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e pelo Inquérito Policial Militar (IPM). A apuração está sendo acompanhada pelas corregedorias das instituições envolvidas, enquanto o Ministério Público de São Paulo também anunciou sua intenção de investigar a morte de Thawanna Salmázio.
A Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo se manifestou, solicitando uma investigação aprofundada sobre o incidente, indicando a preocupação com a atuação da polícia e a necessidade de respostas claras para a sociedade. A expectativa é que as investigações revelem a verdade por trás dos eventos e tragam justiça não apenas para a vítima, mas também para a sociedade, que exige maior transparência e responsabilidade no uso da força por parte das autoridades.
